Este weblog tem como objetivo desenvolver o projeto do 2º sem de 2010. Os alunos do 2º período do curso de Pedagogia do Instituto AVM deverão articular os conhecimentos das disciplinas com o tema Educação para a sustentabilidade e a leitura de "Pedagogia do Oprimido" de Paulo Freire. Este período é composto por 5 disciplinas: Educação e Meio Ambiente, Políticas Educacionais, Didática I, Promoção da Saúde e Qualidade de Vida e Legislação Educacional.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Formação do Consumidor Consciente
Compreender a necessidade da reciclagem e assim diminuir o consumo.
Reciclagem
Reciclar é reaproveitar materiais orgânicos e inorgânicos para serem utilizados novamente.
Mas o que é material orgânico e inorgânico?
Qualquer coisa que tem origem animal é considerado material orgânico. E tudo que não tem origem biológica é considerado material inorgânico.
Os alimentos, por exemplo, são considerados materiais orgânicos. As sobras destes alimentos como as cascas de legumes e frutas que vão para o lixo da cozinha, também são considerados materiais orgânicos e podem ser reaproveitados em sopas, bolos, etc. Este lixo pode ser transformado em adubo.
Os adubos são fertilizantes utilizados na terra para enriquecer os solos onde estão as plantações. Olha que legal! Utilizamos alimentos para fazer mais alimentos! Este é o espírito da reciclagem: transformar, processar o lixo, para ser utilizados novamente.
Os materiais inorgânicos como: garrafas pet, garrafas de vidro, latas, borracha, entre outros, também podem ser reciclados. Neste caso é muito comum que se reutilize o próprio material, ou seja, latas de refrigerante são processadas e transformadas em novas latas, assim como as garrafas de vidro também são preparadas de forma a serem reutilizadas.
Para colaborar com o processo de reciclagem, o lixo é separado em quatro latas diferentes: amarelo – metal; azul – papel; verde – vidro; vermelho – plástico.
Grupo: Aplicados e Vitoriosos
Bruno Gonçalves de Mello
Raquel Barboza Gonçalves
Rosane Pessoa V. de Gouvêa
Sandra Maria F. Cardoso
“O desenvolvimento sustentável satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras poderem também satisfazer as suas.”
Relatório da Comissão Brundtland
No ensaio “Educação e Sustentabilidade: possibilidades e falácias de um discurso”, o autor Gustavo Ferreira da Costa Lima lembra que o conceito é objeto de uma luta simbólica por forças e interesses “que disputam entre si o reconhecimento e a legitimação social como ‘interpretação verdadeira’ sobre o tema”. E propõe uma série de perguntas para analisar os vínculos que ambas postulam entre os dois temas, no processo em curso de reavaliação das práticas tradicionais de educação ambiental.
Em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire faz referência à opressão contida na sociedade e na construção do modelo educacional. Esta opressão se caracteriza pela aceitação dos oprimidos sobre o que lhes é imposto, muitas vezes por medo da mudança ou desinformação do direito de se conscientizarem e manterem atitudes transformadoras em seu desenvolvimento, sendo assim transformadores de suas realidades diante do mundo em que vivem, realizando assim a pedagogia da libertação. Ao dedicar-se à educação popular, de trabalhadores, especialmente camponeses, homens e mulheres do campo, afeitos ao manejo rural, ligados à terra, ele estimula uma consciência, acima de tudo, de interação e convivência harmônica entre todos e seu meio. Paulo Freire traz uma abordagem eco-pedagógica em sua obra, que se expressa na capacidade de fazer de cada um responsável pela transformação da sua realidade, inclusive do ponto de vista ecológico. O que se vê hoje é a terra, o planeta como grande oprimido; fala-se em uma pedagogia da Terra. Diante disso, desses tantos conceitos de sustentabilidade, o sistema educacional precisa analisar quais os significados e implicações entre educação e a sustentabilidade.
Há muito tempo o modelo de ensino das escolas é de um sistema dividido em disciplinas, as quais não estavam interligadas e cada uma tratando somente de sua área específica, sem se preocupar com mais nada além da sua atuação, sem um olhar sustentável para a vida de uma geração futura. Surgiu então a necessidade de se preocupar com o ambiente, pois ele já estava dando sinais de socorro e nada melhor do que a educação para promover mudanças nas pessoas. O conceito de sustentabilidade vai propor um novo modo de pensar e de agir em relação ao meio ambiente e ao nosso futuro, aspectos sociais, econômicos e culturais devem ser levados em consideração, pois são importantes para a nossa reflexão. Nada melhor do que a Educação para promover esse conceito junto às crianças, que deve ser aplicado desde cedo, para que as mesmas possam crescer já acostumadas a atuar no meio ambiente, conservando-o para si e para as gerações futuras.A Educação para Sustentabilidade vai promover uma consciência crítica, promovendo questionamentos que vão permitir descobertas, que existe um meio ambiente, que fazemos parte dele e que, se esse ambiente está doente, nós também estamos e temos que fazer algo para que isso mude. Ela vai permitir mudanças de valores, de posturas, de comportamentos e desenvolver o espírito crítico necessário ao desenvolvimento social permitindo que as nossas necessidades de agora sejam atendidas sem prejuízo das necessidades das gerações futuras.
Partindo da reflexão do autor, podemos perceber que a questão ecológica sofre uma evolução ao longo do tempo, como expressão de um "discurso" que se pretende ser reconhecido como verdade sendo apropriado pelo poder capitalista, como maneira articulada de amenizar os efeitos que uma postura ecológica correta, acarretaria para a voracidade do sistema. Assim, podemos verificar que desde os anos 70, do século passado, houve um esvaziamento do conteúdo emancipatório dos conceitos iniciais, onde as questões ecológicas estavam também preocupadas com a superação das desigualdades sociais entre os países ricos e pobres, e as consequentes marginalização e dependências dos povos criticando o modelo de desenvolvimento ocidental. O resultado desse processo de apropriação e esvaziamento dos movimentos ecológicos,fez surgir o discurso da sustentabilidade definida como um tipo de desenvolvimento que "responde as necessidades das gerações presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem sua próprias necessidades.
Considerando as contradições inerentes ao sistema capitalista, o autor aponta que o conceito de sustentabilidade apresenta diversas leituras, segundo os interesses de grupos antagônicos que lutam pela hegemonia de seu significado de sustentabilidade, a partir de sua posição e visão de mundo. As diversas posições são agrupadas, entretanto, em duas grandes matrizes, quais sejam: a matriz oficial e a matriz complexa. A oficial, originária dos trabalhos da comissão de Brundtland (1982), postula articulação do desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, tendo o mercado como condutor do processo de desenvolvimento sustentável através de tecnologias limpas, controle do crescimento da população garantindo a produção e consumo com orientação ecológica.Já a matriz complexa, retoma as críticas do movimento ecológico, atacando o modelo de desenvolvimento ocidental, incluindo como essencial ao processo de sustentabilidade a superação das desigualdades sociais, o respeito pela vida, as diferenças culturais, os valores éticos...com a participação da sociedade civil na luta por um futuro viável.
Contudo, este é um conceito que não é claro para todos, pois muito se fala em meio ambiente, deixando de lado as questões econômicas e sociais, estando elas intimamente ligadas e sendo impossível desassociá-las. Sendo assim, não podemos falar em sustentabilidade sem falarmos de desenvolvimento social e meio ambiente seguro para a existência do ser humano, já que a relação homem-meio ambiente vai além de preservar o verde.
Então, um desenvolvimento sustentável, deve ter em mente um projeto economicamente viável, socialmente justo, ecologicamente correto e culturalmente aceito.
Atribuindo-se esta falta de claridade à uma política educacional ineficaz e à uma política economica-social sem comprometimento com a classe menos favorecida. Porém, quando viver com dignidade, não for mais privilégio de poucos, e, sim, de todos, teremos uma sociedade mais justa, mais consciente e mais capaz de realizar ações responsáveis para com seu próximo e com o meio em que vive.
Sabendo que sustentabilidade é uma palavra chave na busca de um novo sistema de valores, um novo paradigma civilizatório, temos que ter em mente que a grande tarefa da Educação é desenvolver consciência hoje para que as gerações futuras tenham o direito de dispor dos mesmos recursos naturais que nós, e que compreendam que deixaremos um legado para os que virão.Cada pequeno gesto, cada ação aparentemente insignificante, repercute de forma mensurável e significante na economia da Terra. É tarefa da educação denunciar o esgotamento de um modelo suicida e sinalizar novos rumos para a sociedade, tendo a sustentabilidade como promessa para o desenvolvimento. A escola é o ponto de partida dessa viagem. por isso, é urgente que incorpore, desde já, a variável ambiental, do contrário, será tarde demais. Aos professores, o prazer do desafio. Aos alunos, o sabor da descoberta. à Escola, o resgate de um espaço no qual a vida precisa ser compreendida na sua inteireza e complexidade.
Essa educação para sustentabilidade deve ser apresentada para os alunos de forma que os mesmos avaliem , descutam e conheçam os argumentos favoráveis, para que possam julgar por si próprios as questões em debate.
Por isso, a importãncia de Educar para a sustentabilidade, pois um indivíduo educado, de posse do conhecimento, do esclarecimento, da consciência crítica, enfim de tudo que a educação é capaz de transformar no homem, é que este assume e interioriza conscientemente sua essência humana.
Assim sendo, é através da educação, que o homem organiza e constrói seu pensamento, seu senso crítico, levando-o a se comportar com o meio de forma responsável, objetivando uma melhor condição de vida dele e de todos os seres deste planeta, na certeza de uma longa existência.
Grupo: EDUCAR, É TUDO....
Por Claudia das Chagas Meireles, Agnaldo Wanderley, Angela Parrilho, Bruno Gawryszeski,Beatriz Guimarães,Daniel Haack e Silvia Cavalcanti
Discorrer sobre o tema Educação nos dias atuais, e, principalmente, no Brasil, não é tarefa das mais fáceis. Aprofundar tal tema, considerando a questão Educação para a Sustentabilidade se torna extremamente difícil, considerando vários fatores. Primeiramente devemos ter em mente que as Políticas Educacionais existentes no Brasil, até o presente momento, não surtiram os efeitos desejados. A Educação, direito constitucional e básico de todos, fica relegada a interesses políticos, que mudam juntamente com os mandatos, não gerando, dessa forma, continuidade e transparência no que se quer, verdadeiramente alcançar. Este é o maior entrave ao sucesso .As políticas deveriam ser direcionadas a solucionar amplamente os problemas existentes, tais como evasão escolar, analfabetismo e analfabetismo funcional, dentre outros. Os problemas ligados a Educação no país, tem, realmente, uma forte ligação com o discorrido por Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia do Oprimido”. De acordo com Freire, a libertação ocorrerá no momento em que a Educação mudar o seu foco de ensino, onde todos, professores e alunos, trocarão experiências, vivências, de maneira que esses últimos alcancem uma consciência crítica e noção exata de seu lugar no mundo e na sociedade.
Sustentabilidade é um dos conceitos mais discutidos em diversas áreas da sociedade atual, sendo nada mais do que continuidade, o que significa que não pode deixar de pensar nos atos praticados no presente como conseqüência para as futuras gerações. A preocupação com a defesa do meio ambiente envolvendo questões econômicas do planeta deu origem ao termo sustentabilidade. Projetos sustentáveis, estão intimamente ligados com a responsabilidade social, valorizando e recuperando todas as formas de capital – humano, natural e financeiro para gerar lucro. Um projeto sustentável deve considerar se ele é economicamente viável, socialmente justo, ecologicamente correto e culturalmente aceito.
O Conceito sustentabilidade vem se aprimorando. Em seu texto, Lima cita que as questões do meio ambiente foram se unindo as questões econômicas e sociais “Incorporando ao debate inúmeros aspectos que constituem as relações entre sociedade e seu ambiente.” Mesmo assim, apesar de fazer parte de uma linguagem comum, tal idéia ainda não é clara para todos, ela ainda está muito relacionada às questões ambientais.
Em relação ao tema Educação para a Sustentabilidade, acreditamos que este deve ser tratado em seu âmbito maior, tendo como objetivo a conscientização dos alunos para os problemas atuais, que envolvem o dia a dia de todo mundo. É necessário que, como bem abordou Lima “as salas de aulas e seus professores, mudem o discurso e suas estratégias.” Não basta chegar ao ambiente de ensino com um discurso pronto, passando-o aos alunos. É necessário uma análise crítica de todo o assunto abordado, fornecendo ferramentas, de forma que o aluno, ao receber a informação, possa com os instrumentos adquiridos formar sua própria linha de pensamento, e não apenas aceitar o que lhe foi passado. Analisando por esse ângulo, Lima faz uma crítica bastante construtiva do que se observa nas salas de aula, e que vai também ao encontro da análise de Freire. É o que eles, em palavras diferentes chamam de “discurso preparado pelo Poder e que não é discutido, apenas repassado.” Em seu livro, Freire divide a sociedade em duas classes – opressores e oprimidos. Os opressores determinam os caminhos que os oprimidos devem seguir, e os oprimidos se deixam dominar com facilidade. Esta questão Gadotti faz uma analogia com a questão ambiental de nosso planeta, que tem sido oprimido pelo homem, sujeitando a terra a todos os tipos de exploração, fazendo com que ela padeça. Não existe mais espaço, nos dias atuais, para o monólogo dentro de um ambiente estudantil. É necessário que a Educação se desfaça de antigos conceitos e dogmas, e se adote novas práticas. As Políticas Educacionais não devem mais enxergar o aluno como um ser a “parte” de todo o processo. É justo que a esse aluno, novo em experiências e conhecimentos, mais sujeito ativo de todo o processo, seja dado a oportunidade de formular questões, criar conceitos e, a partir daí, tirar suas próprias conclusões. Somente a partir desse momento, com conhecimento razoável das questões que o cercam, é que os alunos, futuros formadores de opinião, poderão exercitar seus aprendizados, estabelecendo novas posturas e condutas diante do mundo em que vivem. Para Gadotti “o Universo não está lá fora, ele está dentro de nós. Um pequeno jardim, uma horta, um pedaço de terra é um microcosmos de todo o mundo natura. Nele encontramos formas de vida, recursos de vida, processos de ida. Nele podemos reconceituar nosso currículo escolar...” Na realidade, a Educação para a Sustentabilidade está diretamente ligada a Educação para a Vida, pois se ao aluno é dada a oportunidade de construir um raciocínio, entendendo razoavelmente o espaço que ocupa e a necessidade de se fazer opções, se forma, dessa forma, um cidadão consciente.
Referencias Bibliográfica e Webgraficas
Abreu, Carlos - Sustentabilidade? O que é Sustentabilidade - disponível em www.atitudessustentaveis.com.br
Freire, Paulo – PEDAGOGIA DO OPRIMIDO, 17ª Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987
Gadotti, Moacyr - Pedagogia da Terra e Cultura da Sustentabilidade – disponível em http://www.paulofreire.org/pub/Institu/SubInstitucional1203023491It003Ps002/Ped_Terra_Cultura_Sustentabilidade_2002.pdf
Lima, Gustavo Ferreira da Costa – EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE: Possibilidade e falácias de um discurso
(Sem Referencia do Autor) O Conceito Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável – Disponível no site: http:// www.catalisa.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=30&Itemid=59
GRUPO FOCO PEDAGOGICO: Ana Maria da Conceição Gonçalves Lopes Anna Christina Fontenele Martins Bruno Eliane Maria Guimarães Beltrão Greice Duarte de Brito
Sustentabilidade O sentido do termo pode variar de acordo com o contexto social e o momento histórico. Este pode ser utilizado para definir ações e atividades humanas que tenham como objetivos atender as suas necessidades atuais, sem comprometer as próximas gerações, preservando a biodiversidade e os ecossistemas naturais. Relaciona o desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente e utilizando os recursos naturais com inteligência. A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
É um conceito claro para todos? O termo sustentabilidade está cada vez mais presente no ambiente empresarial. A definição de sustentabilidade mais difundida é a da Comissão Brundtland (WCED, 1987), a qual considera que o desenvolvimento sustentável deve satisfazer às necessidades da geração presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Como dissemos anteriormente o conceito é múltiplo,variável e está em constante evolução. Porém possui ponto comum 3 vertentes. São elas: econômica, ambiental e social conhecidas como botton in line. •Vertente econômica inclui todas as atividades desenvolvidas com o objetivo de obtenção e elevação de renda sejam elas, individuais ou coletivas, formais ou informais.
•Vertente ambiental ou ecológica estimula empresas a repensarem suas atividades e o seu impacto sobre o meio ambiente e a utilização dos recursos naturais. •Vertente Social está relacionada vida social condicionamento ao comportamento, experiências , habilidades, nossa visão do mundo que ajudamos a formar.
Educação para sustentabilidade Provoca a discursão critica dos conteúdos implícitos nos diversos discursos de sustentabilidade e o conhecimento da diferença entre eles. Educação deve ser a uma prática de liberdade e como tal estimular a autonomia de pensamento crítico.os alunos devem ser estimulados a pensar , julgar e ser comportar por si próprios e não orientados para uma finalidade pré determinada Devem ser capacitados a tirar suas próprias conclusões A educação deve ser um processo que estimule a capacidade crítica autonomia e criatividade.O educando deve ser estimulado a resolver problemas e realizar mudanças sociais , políticas e individuais, qualitativamente. SUSTENTABILIDADE Este trabalho se inscreve no contexto do discurso da sustentabilidade que, nas duas últimas décadas, vem sendo expressão dominante no debate que envolve as questões de meio ambiente e de desenvolvimento social, despertando preocupações e interesse social, visto que a qualidade de vida humana, em particular, e da vida global do planeta estão sendo comprometidas pelo esgotamento, pelo conflito e pela destrutividade que se expressam na expansão urbana e demográfica, na tendência ao esgotamento de recursos naturais não renováveis, no crescimento acentuado das desigualdades sócio-econômica, que alimentam e tornam crônicos os processos de exclusão social, na perda da biodiversidade e na contaminação crescente dos ecossistemas terrestres. Sustentabilidade é a capacidade de um indivíduo, grupo de indivíduos ou empresas e aglomerados produtivos em geral; têm de manterem-se inseridos num determinado ambiente sem, contudo, impactar violentamente esse meio. Assim, pode-se entender como a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim. Para a grande maioria das pessoas esse não é um conceito claro, pois muito se fala em sustentabilidade, em todo lugar, a toda hora, mas ninguém sabe exatamente o que isso significa. Profissionais e empresas abordam o tema de acordo com o interesse e a visão de seu negócio, mas ninguém apresenta um discurso unificado, que considere toda a complexidade envolvida no conceito. Alguns acham que sustentabilidade se resume em cuidar das árvores, da natureza, não jogar lixo na rua, não realizar queimadas, mas o assunto é muito mais amplo e profundo. Uma forma de explicar melhor a sustentabilidade seria através da educação, no processo de sensibilização para a questão ambiental e na reivindicação de iniciativas sociais voltadas para a preservação socioambiental, desenvolvendo iniciativas teóricas e práticas renovadoras que se empenham em superar a herança proveniente das ciências naturais, quanto às visões reducionistas e politicamente conservadoras através da nova proposta de educação para a sustentabilidade ou educação para o desenvolvimento sustentável. Só a libertação para a educação, feita pela movimentação e conscientização, poderia ser o elo propulsor para construir uma sociedade de iguais. Neste sentido, a educação aparece com o papel central para efetivar o pensamento, pois através de uma educação libertária, poderia tomar consciência de situações e buscar a liberdade. Para tal, propõe que o educador conheça em profundidade cada comunidade que irá educar, conheça a realidade e as palavras que são significativas para cada grupo de pessoas. Desta forma, as palavras que serão ensinadas na escrita e na leitura, são justamente as que fazem parte do cotidiano destas pessoas. Assim, acreditar que ao conhecer a sua palavra e transformá-la em ação e posterior reflexão, passaria de um estágio ingênuo para um estado consciente de sua situação social e tentaria suplantá-la.
Grupo: Futuras Pedagogas Brilhantes Componentes:Dinair,Edviges,Pasqualina,Valewska e Vívian
Desenvolvimento sustentável é definido como “aquele que responde às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem suas próprias necessidades” (BRUNDTLAND, 1991).
É fácil definir sustentabilidade: é a capacidade de ser sustentável.
Esse é um conceito que pode ser aplicado em relação à atuação humana frente ao meio ambiente em que vive. Entendemos que sustentabilidade é a capacidade que um indivíduo, grupo de indivíduos ou empresas e aglomerados produtivos em geral; têm de manterem-se inseridos num determinado ambiente sem, contudo, impactar violentamente esse meio. É a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim. Mas como a relação humana com o meio ambiente, não envolve somente o aspecto natureza, é preciso um olhar consciente sobre outros fatores sociais, como: saúde, segurança, controle de natalidade, crescimento populacional, educação, distribuição de renda e principalmente desenvolvimento responsável. Não é possível colocar em prática a sustentabilidade, sem medidas que atuem efetivamente sobre todos os fatores que envolvem a relação do homem com o meio ambiente.
2- É um conceito claro para todos?
Não é um conceito claro para todos, pois os discursos giram em torno de políticas sustentáveis, mas a prática gira em torno do capitalismo, a lei do mais forte sobre o mais fraco. Os países desenvolvidos, almejam crescer ainda mais, acumular riquezas e progresso. Os países em desenvolvimento, não querem parar, pois o mercado é competitivo. Todos querem abocanhar uma fatia cada vez maior do mercado consumidor. São poucos os esforços por parte das instituições governamentais e privadas, para conciliar o crescimento econômico e a participação social num projeto de sustentabilidade. O caminho seria desenvolver uma democracia participativa que possibilite estabelecer relações políticas mais horizontais, onde os cidadãos tenham acesso aos direitos básicos, habilitando-os a participar ativamente de forma voluntária e consciente, na construção social.
Tarefa difícil, pois, vivemos em uma sociedade dividida e marcada pelas desigualdades.Os valores consumistas envolveram toda à sociedade, conduzindo-a a ações individualistas, utilitaristas, que aumentaram a competitividade, associando realização ao materialismo. Essa inversão de valores( crise ético-cultural), contribui fortemente para o aumento da violência, da corrupção, do consumo e tráfico de drogas e arma, afastando as novas gerações de qualquer conceito de sustentabilidade.
3- O que seria educação para a sustentabilidade?
Educação para a sustentabilidade se inicia com a conscientização do que é sustentabilidade e sua complexidade. A ignorância que cega os cidadãos, será transformada com a educação, quando educados se tornarão agentes ativos na transformação do mundo, de forma justa, responsável e consciente. Entendendo que somos parte do meio ambiente.
Vejamos como alguns pontos na educação ainda são falhos: 1- educação ambiental precisa ser interdisciplinar; 2- material didático melhor elaborado, para orientar o trabalho de educação ambiental, incluindo temas sociais, econômicos e culturais; 3- uma visão integrada que aprimore a formação ambiental dos discentes e inclua as questões éticas e epistemológicas necessárias para a construção do conhecimento sobre educação ambiental.
Para que educação para a sustentabilidade vire uma realidade, faltam políticas educacionais que estabeleçam um programa de ação com fins claros a serem alcançados, por sua administração ou gestão. Partindo de um planejamento adequado a cada situação(região, comunidade, grupo...), com pleno acompanhamento, avaliação e replanejamentos constantes.
Educar para a sustentabilidade é passar valores politicamente corretos, economicamente viáveis e ecologicamente responsáveis.
Postado por: Grupo Diamante Alunas: Vaneli Frizon Franco e Mônica Bassan
Nos dias atuais é destacado que a Educação deve ter o seu foco no desenvolvimento sustentado, ou seja, a sustentabilidade é a palavra do momento.
Mas, 1) O que é sustentabilidade? 2) É um conceito claro para todos? 3) E o que seria a educação para a sustentabilidade?
Para ajudar na discussão, leiam os textos disponíveis na biblioteca:
“EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE: Possibilidade e falácias de um discurso” de Gustavo Ferreira da Costa Lima
“Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire
E o “capítulo I” da apostila (tendo em vista que este capítulo é básico para a definição e entendimento sobre políticas públicas.)
Após a leitura dos textos, o grupo deve relacioná-los entre si e responder as três perguntas sobre sustentabilidade que aparecem no slide anterior. Embora o grupo não seja obrigado a concordar com o texto do Gustavo, deve, porém, fazer a sua interpretação e crítica.
O espaço AMBIENTE de GRUPO deve ser usado para a troca de opiniões e futura construção do trabalho (texto). Além disso, podem tirar dúvidas no chat ou na aula presencial. O trabalho deve ser postado no Blog de Políticas Educacionais. Lá, vocês poderão postar textos, imagens, vídeos e charges que estejam relacionados com o projeto.
Bom trabalho! Professor Antonio Ney / Tutoria da Graduação.