quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Depende de Nós!!!


Projeto Interdisciplinar


Políticas Educacionais










Grupo Depende de Nós:
Ana Cristina Oliveira Lemos
Karina Cançado Valério





1) O QUE O É SUSTENTABILIDADE?




Sustentabilidade é um conceito que possui uma abrangência em diversas dimensões , mas em breves palavras , podemos defini-la como a capacidade de conseguir prover as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras em garantir suas próprias necessidades. A sustentabilidade tornou-se um tema gerador importante e urgente neste início de século. Um projeto mundial,social,educacional, político, econômico e desafiador para o ser humano e o planeta. Uma reflexão para a humanidade procurar compreender as relações entre sustentabilidade, política e a educação. A cultura de sustentabilidade é mundial. Para Paulo Freire a conscientização como conceito nuclear é compreendido para aprender a ter sensibilidade, e percepção crítica das contradições sociais, econômicas e políticas, no universo onde o oprimido está inserido e posicionar-se como agente transformador contra os elementos opressores da realidade. Os conflitos de interesse consequencias da globalização competitiva leva de forma inevitável dentro do âmbito da sociedade do consumo. O meio ambiente e a política precisa de práticas ligadas ao social com sentido pedagógico para esta questão real que estamos vivendo: a questão ambiental. Através de alguns processos e práticas políticas podemos proporcionar mudanças sobretudo,no meio ambiente.



2) É um conceito claro para todos?



Encontra-se incutido no artigo 225 de nossa Carta Magna, capítulo VI -Título - Do Meio Ambiente, o conceito de sustentabilidade. Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Portanto o zelo com o meio ambiente está em forma de lei, que responsabiliza o poder público juntamente com a coletividade para assumirem atitudes sustentáveis, mas apesar da palavra sustentabilidade ser muita empregada, quase como um “modismo”, seu verdadeiro conceito não chega ao entendimento de todos. Espera-se então que Estado através de políticas públicas com eixo ambiental, ofereça à coletividade medidas que possam viabilizar a autêntica sustentabilidade. Mas não é a realidade atual. Desse modo, não vivenciamos a prática dessa sustentabilidade , e a deturpação do conceito da mesma em alguns programas, torna-se notória, pois o que é evidenciado é o lado econômico em detrimento da palavra em “moda”, a sustentabilidade. Diante do interesse quase exclusivo na área econômica, a efetiva aplicabilidade da sustentabilidade, torna-se improvável. O prisma sustentável deveria abranger não apenas a dimensão a econômica, mas a social, a ecológico, a cultural, a político, a espiritual, a educacional, não podendo considerá-las separadamente, buscando uma interação entre as dimensões. A falta de entendimento da coletividade em relação ao efetivo conceito de sustentabilidade, interessa aos que estão no poder, e segue em seu modelo capitalista com ausências de programas que auxilie e criem valores que habilitem as pessoas de todas as idades a assumirem a responsabilidade pela criação e o usufruto de um futuro sustentável. Segundo Paulo Freire “ ... educação pré-fabricada que garante a subordinação do oprimido ao opressor e solidifica a sua perpetuidade. A Educação libertadora não pode e não deve subordinar-se aos interesses do opressor. Destarte, o conceito pré-fabricado da sustentabilidade garante a subordinação da coletividade ao Estado e solidifica seu interesses e conseqüentemente seu poder. A educação é o pilar de qualquer mudança social, necessário se faz, a elaboração de políticas educacionais que possam nortear a educação libertadora para construção de uma sociedade sustentável.




3) E o que seria a educação para a sustentabilidade?




Um dos grandes desafios atualmente, a sustentabilidade - é tirar o conceito que parece ser abstrato e transformar em uma realidade para todos. Desde 1999, já existe no arcabouço jurídico brasileiro, a lei específica que fala da educação ambiental, cujo entendimento encontra-se no artigo 1º da lei 9.795/99, veja : Art. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. A formalidade se faz presente, a educação ambiental é lei, mas sua concretização em níveis satisfatórios não foi alcançados e assim apresentam resultados inexpressivos, a ponto de criarem outra forma de chamarem atenção a sustentabilidade, a educação para sustentabilidade. O escopo de ambas é para um futuro sustentável. A educação ambiental deve marcar sua nova função social na educação. Como responsável pela transformação como um todo, em busca de uma sociedade sustentável. Segundo Paulo Freire, a Educação é uma força subversiva. De uma forma muito particular pode-se afirmar, que a Educação é, ao mesmo tempo, subversiva e libertária. A verdadeira Educação é uma prática libertadora e exige que o oprimido apreenda e intervenha para transformar a realidade na qual está inserido. Educar para sustentabilidade é buscar essa liberdade reflexiva diante dos problemas ambientais, fomentar atitudes pro- ativas, se desvencilhando de um postura de “adestramento ambiental”. É não fazer do ato de educar um ato de depositar, Segundo Paulo Freire, eis aí a concepção “ bancária” da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educando é receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los. Educar para sustentabilidade é mudar o paradigma da educação. É definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental e como isso adotar novas políticas educacionais. Demonstrando que a conscientização por meio da educação deverá envolver todos indistintivamente . O conceito de Paulo Freire nos remete a “Conscientização” ,compreendido como aprender a ter sensibilidade e percepção crítica das contradições sociais, econômicas e políticas, no universo onde o oprimido está inserido e posicionar-se como agente transformador contra os elementos opressores da realidade. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, Portanto para que a tão utópica conscientização seja desenvolvida na sociedade , é mister que o processo de educação ambiental seja efetivamente engendrado e que as suas políticas públicas sejam pautadas no respeito à coletividade, a formação de valores e princípios com propósitos de emancipar pessoas por meio de críticas às ideologias que promovem a desigualdade social. Educar para a sustentabilidade é educar para mundo possível de se viver, para encontrar nosso lugar na história, no universo. É educar para a paz, para os direitos humanos, para a justiça social e para a diversidade cultural,uma educação para a consciência planetária.Começar a educar as pessoas hoje para vivermos num mundo melhor amanhã, principalmente nossos filhos. Mas esse tipo de educação ainda não está nada explorado pelos governantes. Uma educação como centro de estudos para uma melhor consciência do ser humano. Com uma sociedade imposta pela globalização precisamos de uma emergência no que se diz respeito sustentabilidade, precisamos de práticas que envolvem o meio ambiente e a educação. Com os conflitos de interesse da política em que vivemos, é um desafio para a educação encontrar diversas maneiras de se educar para a sustentabilidade, mas não podemos esquecer que nós cidadãos somos responsáveis também por essa mudança e educação, constituimos uma única nação,e a sobrevivência do planeta e nosso também,por isso precisamos de equilíbrio do ser humano com o universo. Uma luta ecológica. Segundo Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido: ‘Um tipo de educação que "treina" as pessoas para ser consumidoras úteis, egocêntricas, para ignorar as conseqüências de certos atos perversos”.


Bibliografia:


Texto: “EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE": Possibilidade e falácias de um discurso” - Gustavo Ferreira da Costa Lima

Livro: “Pedagogia do Oprimido” - Paulo Freire

Apostila Políticas Educacionais -"Capítulo I”- Conceituação Básica

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