quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Políticas Educacionais











“O desenvolvimento sustentável satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras poderem também satisfazer as suas.”

Relatório da Comissão Brundtland






No ensaio “Educação e Sustentabilidade: possibilidades e falácias de um discurso”, o autor Gustavo Ferreira da Costa Lima lembra que o conceito é objeto de uma luta simbólica por forças e interesses “que disputam entre si o reconhecimento e a legitimação social como ‘interpretação verdadeira’ sobre o tema”. E propõe uma série de perguntas para analisar os vínculos que ambas postulam entre os dois temas, no processo em curso de reavaliação das práticas tradicionais de educação ambiental.

Em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire faz referência à opressão contida na sociedade e na construção do modelo educacional. Esta opressão se caracteriza pela aceitação dos oprimidos sobre o que lhes é imposto, muitas vezes por medo da mudança ou desinformação do direito de se conscientizarem e manterem atitudes transformadoras em seu desenvolvimento, sendo assim transformadores de suas realidades diante do mundo em que vivem, realizando assim a pedagogia da libertação. Ao dedicar-se à educação popular, de trabalhadores, especialmente camponeses, homens e mulheres do campo, afeitos ao manejo rural, ligados à terra, ele estimula uma consciência, acima de tudo, de interação e convivência harmônica entre todos e seu meio. Paulo Freire traz uma abordagem eco-pedagógica em sua obra, que se expressa na capacidade de fazer de cada um responsável pela transformação da sua realidade, inclusive do ponto de vista ecológico. O que se vê hoje é a terra, o planeta como grande oprimido; fala-se em uma pedagogia da Terra. Diante disso, desses tantos conceitos de sustentabilidade, o sistema educacional precisa analisar quais os significados e implicações entre educação e a sustentabilidade.

Há muito tempo o modelo de ensino das escolas é de um sistema dividido em disciplinas, as quais não estavam interligadas e cada uma tratando somente de sua área específica, sem se preocupar com mais nada além da sua atuação, sem um olhar sustentável para a vida de uma geração futura. Surgiu então a necessidade de se preocupar com o ambiente, pois ele já estava dando sinais de socorro e nada melhor do que a educação para promover mudanças nas pessoas.
O conceito de sustentabilidade vai propor um novo modo de pensar e de agir em relação ao meio ambiente e ao nosso futuro, aspectos sociais, econômicos e culturais devem ser levados em consideração, pois são importantes para a nossa reflexão. Nada melhor do que a Educação para promover esse conceito junto às crianças, que deve ser aplicado desde cedo, para que as mesmas possam crescer já acostumadas a atuar no meio ambiente, conservando-o para si e para as gerações futuras.
A Educação para Sustentabilidade vai promover uma consciência crítica, promovendo questionamentos que vão permitir descobertas, que existe um meio ambiente, que fazemos parte dele e que, se esse ambiente está doente, nós também estamos e temos que fazer algo para que isso mude. Ela vai permitir mudanças de valores, de posturas, de comportamentos e desenvolver o espírito crítico necessário ao desenvolvimento social permitindo que as nossas necessidades de agora sejam atendidas sem prejuízo das
necessidades das gerações futuras.





Um comentário:

Juliana disse...

GRUPO SEMENTE PLANTE ESSA IDéIA:
AVANY MARIA MANHÃES MOURA REIS - P00715
DANIELE DE OLIVEIRA ROSA COSTA
ISABELA VIDAL CARNEIRO DA ROCHA
JULIANA ANTUNES KÜHNER- P00800
LILIANE DE ANDRADE LEVY
MARCIA DE FREITAS MIGUEL